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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Nova geração de memória ganha impulso por software

Solução de hardware

Nova geração de memória ganho impulso por software

Usando uma solução de software, cientistas conseguiram reduzir em 30% a energia necessária para gravar dados em uma memória que vem sendo anunciada como a sucessora das memórias flash, usadas nos cartões de memória e nos pendrives.

Mais do que isso, além de economizar energia, a técnica aumenta em 40% a vida útil dessas memórias.

A memória de mudança de fase (PCM: Phase-Change Memory) usa o mesmo tipo de material empregado nos CDs e DVDs regraváveis.

Como a memória flash, ela não perde os dados na falta de energia, mas é muito mais rápida do que a tecnologia atual, o que poderá dar um novo impulso ao boot rápido de computadores.

Recentemente a IBM anunciou avanços importantes na parte hardware das memórias PCM:

Solução de software

Agora, Azalia Mirhoseini e seus colegas das universidades Rice e Califórnia, ambas nos Estados Unidos, apresentaram uma inovação na parte software.

"Nós desenvolvemos uma nova plataforma de otimização que explora assimetrias na leitura e escrita das memórias de mudança de fase, minimizando o número de transições de bit, o que resulta em ganhos de energia e durabilidade," afirma a pesquisadora.

Na memória PCM, materiais sensíveis ao calor alternam entre uma fase cristalina e uma fase amorfa, o que é usado para guardar as informações binárias.

Escrever em uma memória PCM leva uma fração do tempo necessário para escrever em uma memória flash.

O processo, logicamente, é reversível, permitindo apagar o dado para que ele seja regravado. Mas esse processo é assimétrico: gravar exige um curto pulso de forte calor, enquanto apagar exige um pulso longo de calor mais brando.

Transição de bits

Os cientistas desenvolveram uma técnica de programação que não se baseia em bits individuais, mas em "palavras" - como um byte.

Antes de desgravar o dado, o programa rastreia a palavra e sobrepõe apenas os bits que não precisam ser reescritos para formar o novo byte.

É essa redução na "transição de bits" - a necessidade de mudar o valor de cada bit - que permite acelerar a regravação e economizar até 30% de energia.

Como evita gravações desnecessárias, os pesquisadores descobriram que a nova técnica também reduz o desgaste da memória PCM em até 40%, o que eleva sua vida útil em um tempo correspondente.

Silício e diamante dão solidez aos computadores quânticos

Qubits sobrevivem
O silício, bem conhecido dos computadores eletrônicos, agora entra definitivamente no páreo como elemento básico dos computadores quânticos.[Imagem: Dane R. Mccamey/Christoph Boehme]

Qubits quase eternos

Há pouco mais de um mês, a comunidade científica que está trabalhando para construir os primeiros computadores quânticos comemorou quando três equipes conseguiram, por meio de técnicas diferentes, armazenar bits quânticos em cristais sólidos.

Agora, outras duas equipes eclipsaram de vez aquele avanço, conseguindo armazenar os qubits por tempos muito longos, quase inimagináveis há alguns anos.

Os bits quânticos podem ter vários valores ao mesmo tempo, mas eles perdem todos eles muito facilmente, devido a um fenômeno chamado decoerência, que destrói o fenômeno quântico básico do qubit, o entrelaçamento.

Assim, uma das saídas é isolar o qubit o máximo possível do ambiente ao seu redor, mantendo-o livre da decoerência enquanto ele precisar simplesmente ficar armazenado.

No momento de fazer cada cálculo, o qubit pode ser trazido para um local onde ele possa interagir com outros qubits, sendo levado de volta tão logo cumpra sua tarefa.

É aí que entram as duas inovações: duas equipes independentes conseguiram armazenar bits quânticos por períodos incrivelmente longos, e, mais importante, os dois esquemas funcionam em cristais sólidos, e não nas complicadas nuvens de gases superfrios.

Qubits sobrevivem
Estruturas conhecidas como vacâncias de nitrogênio permitem que nanocristais de diamante funcionem como depósito de qubits. Sua grande vantagem é que eles funcionam a temperatura ambiente. [Imagem: Cortesia Element Six]

Silício ou diamante

A primeira equipe conseguiu armazenar um dado quântico no interior de um cristal de silício-28 por até 3 minutos.

A segunda equipe manteve a informação quântica no interior de um cristal de diamante, em uma estrutura conhecida como vacância de nitrogênio, por até 1,4 segundo.

Embora possa parecer que o primeiro experimento leva uma grande vantagem sobre o primeiro, na verdade, em termos práticos, é o contrário que se dá.

Isto porque o qubit foi armazenado no "defeito" de nitrogênio a temperatura ambiente, enquanto o cristal de silício faz o mesmo trabalho a uma temperatura de cerca de 2 Kelvin.




Os dois experimentos tiram proveito do spin do núcleo dos átomos, que é mais resistente às influências externas, que levam à decoerência, do que os spins dos elétrons.

As duas equipes desenvolveram técnicas ópticas para acoplar o spin nuclear para um qubit baseado em um elétron, que pode ser transferido para operar externamente e trazido de volta para ser armazenado em segurança no spin nuclear.
quarta-feira, 6 de junho de 2012

Eletrônica transparente quer levar painel para o pára-brisas

Eletrônica transparente quer levar painel para o pára-brisas
Detalhe da tela quase flexível, cuja transparência é melhor observada nos protótipos abaixo. [Imagem: Uninova]

Painel no pára-brisas

Pesquisadores europeus apresentaram os resultados de um projeto que pretende levar as informações dos painéis dos carros para os pára-brisas.

O conceito envolve uma folha de plástico flexível transparente, contendo todos os circuitos eletrônicos necessários para mostrar as informações.

Esse plástico transparente seria aplicado sobre o pára-brisas e conectado aos circuitos do carro.

Ao contrário de outros projetos de telas flexíveis - e de todo o esforço por trás da Eletrônica Orgânica - o grupo se concentrou na transformação de óxidos inorgânicos em componentes eletronicamente ativos.

A tela flexível e transparente foi construída com um filme cerâmico, à base óxidos cujas partículas têm poucos nanômetros de diâmetro, o que os torna basicamente transparentes.

Contudo, esses óxidos são a base para LEDs orgânicos, os verdadeiros responsáveis por mostrar as informações.

Brilhante mas pouco flexível

Embora já existam no mercado sistemas que projetam informações de velocidade e outras, o brilho dos LEDs orgânicos superou até mesmo o brilho de alguns painéis tradicionais, daqueles que se precisa abaixar os olhos para olhar.

O protótipo já apresenta um excelente nível de transparência, embora ainda não seja flexível o suficiente para ser aplicado sobre o vidro.

É também difícil afirmar qualquer coisa sobre o custo de fabricação dessas telas, mesmo em escala industrial, devido à dificuldade de processamento dos óxidos - um dos grandes trunfos da eletrônica orgânica é o baixo custo de fabricação.

Por outro lado, mesmo não sendo totalmente flexível, a tela pode encontrar utilidades em outras áreas, como em vitrines capazes de mostrar anúncios, por exemplo.

O projeto Multiflexoxides teve a participação do Instituto Uninova, de Portugal, da VTT (Finlândia) e da Fiat (Itália).
terça-feira, 5 de junho de 2012

Novo chipset é 1.000 vezes mais rápido que Bluetooth



Apressado

Pesquisadores de Cingapura construíram e testaram um novo chipset que transfere 80 músicas MP3 entre dois aparelhos móveis em 1 segundo.

Isto é o equivalente a transferir o conteúdo de um DVD - um filme de 2 horas "pesando" 8 gigabytes - em meio minuto.

Tente fazer isso por uma conexão Bluetooth e você levará 8,5 horas.

Essa velocidade sem precedentes para a plataforma de transmissão de dados sem fios foi obtida por Yeo Kiat Seng e seus colegas da Universidade Tecnológica de Nanyang e do Instituto AStar.

TV e projetor sem fios

O microchip alcança velocidades de transmissão sustentadas de 2 gigabytes por segundo, o que é 1.000 vezes mais rápido do que uma conexão Bluetooth.

Segundo os pesquisadores, usando ondas de rádio na faixa dos milímetros é possível transmitir grandes pacotes de informação sem consumir muita energia.

Isto torna o novo "chip wireless", batizado de Virtus, adequado para smartphones e tablets, bem como para a transmissão de dados sem fios entre TVs e projetores, algo inédito até agora.

Chipset wireless

O chipset inteiro possui três componentes: uma antena, um transmissor/receptor completo de rádio e um processador de banda base, que permite que um canal único utilize toda a largura de banda disponível.

Segundo a equipe, o processador de banda base é essencial para o baixo consumo de energia do sistema.

Ele recebe o sinal, captado pela antena e filtrado e amplificado pelo transceptor, e efetua um processamento analógico não-linear e um processamento digital paralelo.

O chip Virtus será apresentado publicamente durante a Computex de Taiwan, que ocorrerá neste mês de Junho. Mas os cientistas afirmam que já existem contatos com fabricantes para colocá-lo no mercado.
segunda-feira, 4 de junho de 2012

Laboratório único no mundo permitirá teste de robôs assistentes

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Inclusão robótica

Depois de ficar um perdida em meio a uma série de expectativas frustradas, a robótica parece ter finalmente encontrado um nicho para a inserção dos robôs na sociedade.

Enquanto os robôs assistentes não se tornam capazes de ajudar a lavar a louças ou limpar a casa, a nova onda de "inclusão robótica" está se dando através do suporte a pessoas idosas, com deficiências físicas e pacientes hospitalizados.

Os exoesqueletos e as próteses robotizadas - como braços biônicos e pés robotizados - são exemplos de soluções capazes de dar à robótica um senso de realidade.

A grande vantagem é que, com o avanço das interfaces neurais, é cada vez mais factível conectar a próteses biônicas diretamente ao cérebro humano, eliminando a complicada tarefa de criar um cérebro robótico.

Laboratório para teste de robôs

Os engenheiros e cientistas envolvidos na área - os roboticistas - estão agora superando o primeiro desafio para gerar soluções práticas: montar um laboratório onde seja possível simular as diversas condições com que se deparam as pessoas que deverão usufruir do auxílio dos robôs.

A equipe do Instituto de Reabilitação de Toronto, no Canadá, sabe bem como lidar com as dificuldades motoras de pessoas acidentadas, deficientes ou idosas.

E eles usaram essa experiência para construir um laboratório único no mundo, uma plataforma inteiramente móvel, contendo uma cabine onde é possível simular as situações com que se deparam as pessoas que deverão usar os exoesqueletos e outros equipamentos de auxílio e suporte.

O resultado é o CEAL (Challenging Environment Assessment Laboratory), um laboratório para avaliação de situações desafiadoras.

Mundo que parece se mover

Imagine um idoso que se aproxime de uma escada: ele sobe os primeiros degraus, desequilibra-se, e cai.

Como simular essa situação, para que se possa avaliar se um exoesqueleto será capaz de contrabalançar o desequilíbrio e manter a pessoa de pé?

É simples: faça com que a escada se movimente, exatamente como parece estar acontecendo com a pessoa que se desequilibra.

Esta será apenas uma das muitas possibilidades e situações que serão avaliadas no CEAL.

Outras incluirão pisos escorregadios, diversos graus de inclinação para testes de cadeiras de rodas, degraus que parecem ficar mais altos ou mais baixos, sonorizações repentinas, que fazem com que a pessoa se assuste e desequilibre etc.