Interesse profissionais

Eletrônica

Eletrônica

Vestibulinho 2012

Vestibulinho 2012

Balcão de Empregos

Balcão de Empregos

Não perca tempo!

Não perca tempo!

Assistente Administrativo

Assistente Administrativo

Curso Recepcionista

Curso Recepcionista

Perfil

Compuway Sobral
Sobral, Ceará, Brazil
Ver meu perfil completo

Seguidores

Postagens populares

terça-feira, 19 de junho de 2012

Joelho gera energia para navegar durante as caminhadas



O anel externo possui 72 "dentes" que acionam quatro transdutores bimorph, responsáveis pela geração de energia. [Imagem: Pozzi et al./SMS]

Exogerador

Você logo poderá contar com sapatos geradores de energia.

Mas, se você gosta de fazer caminhadas e não se importa em carregar um artefato extra, usar seus joelhos como geradores de energia pode ser uma opção mais potente.

Michele Pozzi coordenou uma equipe de engenheiros de três universidades do Reino Unido para criar um aparelho de colheita de energia circular que vira uma espécie de exoesqueleto ao redor do joelho - com a diferença que, em vez de auxiliar o movimento, ele aproveita o movimento para gerar eletricidade.

Transdutor bimorph

O aparelho consiste de um anel externo, que faz um movimento de vaivém ao redor de um eixo central.

O anel externo possui 72 "dentes" que acionam quatro palhetas geradoras de energia, conectadas ao eixo interno.

Quando cada dente toca uma das quatro palhetas centrais, elas vibram como se fossem cordas de um violão.

Joelho gera energia para navegar durante as caminhadas
O protótipo, aqui em testes de bancada, gera 2 mW de potência, mas poderá chegar aos 30 mW. [Imagem: Pozzi et al./SMS]

Cada palheta é um gerador piezoelétrico - um tipo de transdutor conhecido como bimorph - que produz eletricidade enquanto durar sua vibração.

Joelho gerador

Com o movimento repetitivo de flexão dos joelhos, os transdutores bimorph vibram quase continuamente, o que permite gerar uma potência razoável para equipamentos desse tipo.

O protótipo produz cerca de 2 miliwatts (mW) de potência, mas os pesquisadores afirmam que, com algumas melhorias já idealizadas, ele poderá chegar aos 30 mW - a maioria dos nanogeradores tem potências na faixa dos microwatts.

Segundo a equipe, o joelho é um ponto de partida ideal para a geração de eletricidade pelo movimento do corpo humano devido à grande variação de ângulo, à velocidade significativa e à repetição contínua do movimento.
sexta-feira, 15 de junho de 2012

Robô-criança aprende a falar conversando com as pessoas

Robô-criança aprende a falar conversando com as pessoas








Primeiras lições de vida

Em 2008, pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, começaram a ensinar um robô a falar da mesma forma que os pais ensinam uma criança.

Em 2010, o robô já havia aprendido a interagir emocionalmente, demonstrando algumas expressões faciais pré-determinadas.

Agora, finalmente os cientistas parecem estar se aproximando de seu objetivo inicial.

Programado com comportamentos típicos de crianças entre 6 e 14 meses de idade, o robô desenvolveu o que os pesquisadores chamaram de "princípios linguísticos rudimentares", ao interagir com um participante humano.

Robô que aprende a falar

Os participantes humanos que interagiram com o robô não eram pesquisadores envolvidos no projeto, eram voluntários que usaram suas próprias palavras, em vez de termos predefinidos.

Os pesquisadores orientaram os voluntários a conversarem com o robô como se estivessem conversando com uma criança pequena.

O resultado é que, em poucos minutos, o robô deixa de balbuciar sílabas aleatórias, como fora programado, e passa a produzir fonemas inteligíveis, chegando a pronunciar o nome de algumas formas e cores.

O resultado é significativo, dadas as limitações próprias do software: o robô é programado para emitir fonemas. Assim, ele sempre vai pronunciar uma sílaba, já que não há forma de fazê-lo pronunciar consoantes desacompanhadas de vogais.

Isso limita o desenvolvimento de um falar mais aprimorado, mas foi bastante bom para uma criança em seus primeiros balbucios.

Aquisição da linguagem

Caroline Lyon e seus colegas afirmam que, além do desenvolvimento dos próprios robôs, o estudo pode ser útil para o entendimento da aquisição da linguagem em humanos, um assunto até hoje altamente controverso.

"Sabe-se que as crianças são sensíveis à frequência dos sons na fala, e esses experimentos mostram como essa sensibilidade pode ser modelada e contribuir para o aprendizado de palavras pelo robô," afirmou.
quinta-feira, 14 de junho de 2012

Robô Curiosidade vai contaminar amostras de Marte

Robô Curiosidade vai contaminar amostras de Marte

 
 Apesar de anos de testes e muitos cuidados, a contaminação das amostras pelo próprio robô só foi descoberta quando ele já estava a caminho de Marte.[Imagem: NASA]

Contaminação com Teflon

Quaisquer que sejam os resultados de suas análises, o robô marciano Curiosidade encontrará sinais de uma avançada civilização industrial: a nossa própria.

A NASA anunciou que as amostras analisadas nos laboratórios a bordo do Curiosidade estarão contaminadas com partículas de Teflon do próprio equipamento de perfuração e trituração.

O nome oficial do robô Curiosidade é MSL - (Mars Science Laboratory: Laboratório Científico de Marte), devido aos oito diferentes equipamentos de análises que estão a bordo. A ideia é fazer todas as análises na hora, e enviar apenas os resultados para a Terra.

Apesar de anos de testes, a NASA só agora descobriu que a ferramenta de perfuração do robô, ao impulsionar a broca sobre a rocha a ser estudada, pode liberar minúsculas partículas do material Teflon, o mesmo usado nas panelas antiaderentes.

No robô marciano, o Teflon é usado nos selos de vedação da ferramenta de perfuração.

Carbono terrestre

As "moléculas terráqueas" certamente se misturarão com as amostras marcianas, que serão vaporizadas para serem analisadas por vários instrumentos de espectrometria de massa.

Ocorre que o Teflon tem sua composição quase inteiramente de carbono - cerca de dois terços do material é carbono - que é o elemento no qual os cientistas estão de olho em buscas de sinais de vida em Marte.

Falando em uma teleconferência, Paul Mahaffy, da NASA, contou que a possibilidade de contaminação foi descoberta quando a equipe fazia testes com a réplica do robô, que está nos laboratórios da agência espacial, para que os técnicos possam ter como pesquisar eventuais falhas nos equipamentos e encontrar soluções para elas.

Segundo ele, a contaminação do Teflon atinge algumas partes por milhão - o que é mais ou menos o nível de matéria orgânica que aparece nas rochas da Terra.

Mahaffy afirmou que a equipe tentará encontrar maneiras de isolar o carbono contaminante de algum carbono autenticamente marciano, mas eles só conseguirão avaliar totalmente o problema quando o Curiosidade pousar em Marte, o que está previsto para ocorrer no dia 6 de Agosto próximo.

Processador mecânico resiste à radiação de um reator nuclear

Processador mecânico resiste à radiação de um reator nuclear
Dois tipos de portas lógicas mecânicas. A da esquerda é do tipo "OU Exclusivo", e a da direita é um "AND".[Imagem: Massood Tabib-Azar/University of Utah]

Computador mecânico

As calculadoras eletrônicas aposentaram as calculadoras mecânicas e os computadores aposentaram as máquinas de escrever.

Quem então poderia estar interessado em um computador mecânico?

A resposta vem rápida: todos aqueles que lidam com aplicações sujeitas e elevados níveis de radiação.

Isso envolve todos os circuitos que devem funcionar no espaço, como satélites de comunicação, sondas espaciais e naves, atuais ou futuras.

Aqui embaixo, os exemplos incluem usinas nucleares e salas de exames médicos onde são usados equipamentos radiológicos.

Isto porque a radiação ionizante interfere fortemente com os circuitos eletrônicos, o que exige que, para esses usos, todos os chips precisem ser fortemente blindados.

Portas lógicas mecânicas

Cientistas já criaram um processador a ar, uma memória RAM líquida e acreditam ser possível construir um computador que funcione com calor.

Agora, Faisal Chowdhurya e seus colegas da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, construíram portas lógicas, elementos capazes de executar cálculos básicos, inteiramente mecânicas.

As portas lógicas são formadas por unidades compostas por duas lâminas superpostas, que se cruzam, tendo no centro do cruzamento um eletrodo de tungstênio. Quando uma carga elétrica é aplicada aos eletrodos, as duas se atraem e fecham o contato.

Quando elas estão abertas está representado um 0, e 1 quando elas se fecham.

Circuitos à prova de radiação

Cada uma das portas lógicas substitui 14 transistores eletrônicos - cada chave é um MEMS (micro-electro-mechanical system, ou sistema microeletromecânico).

Por outro lado, as portas lógicas mecânicas medem 25 micrômetros quadrados, o que é 1.000 vezes maior do que os transistores atuais.

Contudo, o objetivo do projeto não é equivaler a miniaturização dos processadores eletrônicos, mas construir processadores à prova de radiação. E, como não possuem canais semicondutores, os MEMS não são afetados pela radiação.

Os cientistas comprovaram isto colocando seus "processadores mecânicos" no interior do reator nuclear de pesquisas da Universidade. Eles funcionaram lá dentro durante três testes, cada um com duração de duas horas.

Processador mecânico resiste à radiação de um reator nuclear
Três tipos de circuitos montados com as chaves lógicas mecânicas: um multiplexador de 2 bits (esquerda), um adicionador (centro) e um adicionador completo de 2 bits (direita). [Imagem: Massood Tabib-Azar/University of Utah]

"Equipamentos eletrônicos precisam de um canal semicondutor para transportar a corrente, e esse canal é controlado por cargas elétricas," explica o professor Massood Tabib-Azar, coordenador da equipe. "A radiação cria correntes no interior do canal semicondutor, e isso destrói a capacidade do circuito em controlar a corrente, e o sinal se perde."

Casos de radiações mais intensas podem ser mais danosos, literalmente "fritando" os transistores.

O pesquisador cita o caso dos robôs usados para inspecionar os reatores nucleares de Fukushima.

"Os robôs foram enviados para monitorar os reatores, mas eles pararam de funcionar em poucas horas porque sua parte eletrônica pifou," disse Tabib-Azar.

Problemas dos MEMS

MEMS, contudo, têm seus próprios problemas, como uma tendência de que suas peças grudem umas nas outras ou, ao contrário, desgastem-se rapidamente pelo atrito.

O pesquisador defende sua abordagem, afirmando que o fato de que cada MEMS substitui uma porta lógica inteira, e não um transístor, pode ser menos problemático.

Além disso, "chaves mecânicas normalmente exigem tensões elevadas para serem acionadas. Nós deixamos intervalos muito pequenas entre as pontes nas portas lógicas, e isso nos permite ativá-las com 1,5 volt," afirma.
quarta-feira, 13 de junho de 2012

Mão robótica tem tendões artificiais similares aos humanos

Mão robótica tem tendões artificiais similares aos humanosMão boba

Programar um robô para que ele pegue um jarro e coloque suco em um copo pode ser uma tarefa extenuante.

Uma das maiores dificuldades é que pegar um jarro cheio requer um nível de força e firmeza, enquanto pegar um copo de vidro vazio requer suavidade e cuidado.

Engenheiros da Universidade de Saarland, na Alemanha, acreditam que a saída é resolver a questão de uma vez por todas, passando a flexibilidade na manipulação dos objetos para o hardware da mão robótica.

Assim, os programadores poderão ficar livres para desenvolver aplicativos mais criativos, dando funções mais práticas aos robôs.

A miniaturização dos motores elétricos permitiu que os engenheiros simulassem a ação dos nervos da mão humana, usando-os para enrolar e desenrolar fios que controlam os dedos de forma independente e precisa.

Usando esses tendões artificiais, o resultado é uma mão robótica ao mesmo tempo forte e delicada, que dosa a força dependendo da tarefa a desempenhar.

Imitando a mão humana

"Queríamos dar à nossa mão robótica um amplo espectro de características humanas. Seus músculos artificiais devem ser capazes de dispensar grandes forças com técnicas simples e compactas," disse Chris May, coordenadora da equipe, que inclui pesquisadores de outras universidades europeias.

Pequenos motores de alta velocidade liberam e recolhem fios especiais de polímero, criando atuadores capazes de mover um objeto com até 5 quilogramas a 30 milímetros por segundo, sem as tradicionais "tremidas" dos braços robóticos.

"Cada dedo robótico, como um dedo humano, é formado de três segmentos, cada um controlado precisamente por tendões individuais," disse May. Cada tendão é formado por um fio de 20 centímetros.

A construção de mãos robóticas fortes, ágeis e hábeis é um dos principais objetivos do projeto europeu Dexmart, que pretende construir troncos robóticos com dois braços capazes de desempenhar tarefas complexas.