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quarta-feira, 4 de julho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012

Refrigeração em computador com água quente

IBM constrói supercomputador resfriado com água quente
A IBM anunciou o término da construção e do comissionamento do primeiro supercomputador resfriado com água quente.

O supercomputador, chamado SuperMUC, foi construído para o Centro de Supercomputação de Leibniz, na Alemanha.

Seus 155.656 núcleos, montados em 9.400 nós de processamento, são resfriados por uma tecnologia que dispensa o ar-condicionado e a mais tradicional água fria, geralmente usada nos computadores de grande porte.

Os processadores e a memória são resfriados por água quente, com temperaturas que variam entre 45ºC e 60 ºC.

Microcanais levam a água diretamente até os chips, diminuindo a resistência termal para a troca de calor, mantendo os processadores sempre abaixo da temperatura segura de 85 ºC.

Segundo a IBM, isso permite a retirada muito rápida do calor, que é removido dos processadores de forma 4.000 vezes mais eficiente do que a refrigeração a ar.

IBM constrói supercomputador resfriado com água quente
Sistema compacto de microcanais que leva a água quente até os processadores e a memória. [Imagem: IBM]

Supercomputador verde

E há vários outros ganhos.

Os racks, onde são montados os nós de processamento, ficaram 10 vezes mais compactos, e o supercomputador inteiro consome 40% menos energia do que uma máquina equivalente refrigerada com ar frio.

E, durante os meses mais frios, o calor gerado pelo supercomputador será usado no aquecimento dos edifícios do instituto de pesquisa - os cálculos indicam uma economia de US$1,25 milhão por ano em aquecimento.

Na lista Top500 mais recente, anunciada ontem, o SuperMUC já aparece como o supercomputador mais rápido da Europa.
terça-feira, 19 de junho de 2012

Joelho gera energia para navegar durante as caminhadas



O anel externo possui 72 "dentes" que acionam quatro transdutores bimorph, responsáveis pela geração de energia. [Imagem: Pozzi et al./SMS]

Exogerador

Você logo poderá contar com sapatos geradores de energia.

Mas, se você gosta de fazer caminhadas e não se importa em carregar um artefato extra, usar seus joelhos como geradores de energia pode ser uma opção mais potente.

Michele Pozzi coordenou uma equipe de engenheiros de três universidades do Reino Unido para criar um aparelho de colheita de energia circular que vira uma espécie de exoesqueleto ao redor do joelho - com a diferença que, em vez de auxiliar o movimento, ele aproveita o movimento para gerar eletricidade.

Transdutor bimorph

O aparelho consiste de um anel externo, que faz um movimento de vaivém ao redor de um eixo central.

O anel externo possui 72 "dentes" que acionam quatro palhetas geradoras de energia, conectadas ao eixo interno.

Quando cada dente toca uma das quatro palhetas centrais, elas vibram como se fossem cordas de um violão.

Joelho gera energia para navegar durante as caminhadas
O protótipo, aqui em testes de bancada, gera 2 mW de potência, mas poderá chegar aos 30 mW. [Imagem: Pozzi et al./SMS]

Cada palheta é um gerador piezoelétrico - um tipo de transdutor conhecido como bimorph - que produz eletricidade enquanto durar sua vibração.

Joelho gerador

Com o movimento repetitivo de flexão dos joelhos, os transdutores bimorph vibram quase continuamente, o que permite gerar uma potência razoável para equipamentos desse tipo.

O protótipo produz cerca de 2 miliwatts (mW) de potência, mas os pesquisadores afirmam que, com algumas melhorias já idealizadas, ele poderá chegar aos 30 mW - a maioria dos nanogeradores tem potências na faixa dos microwatts.

Segundo a equipe, o joelho é um ponto de partida ideal para a geração de eletricidade pelo movimento do corpo humano devido à grande variação de ângulo, à velocidade significativa e à repetição contínua do movimento.
sexta-feira, 15 de junho de 2012

Robô-criança aprende a falar conversando com as pessoas

Robô-criança aprende a falar conversando com as pessoas








Primeiras lições de vida

Em 2008, pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, começaram a ensinar um robô a falar da mesma forma que os pais ensinam uma criança.

Em 2010, o robô já havia aprendido a interagir emocionalmente, demonstrando algumas expressões faciais pré-determinadas.

Agora, finalmente os cientistas parecem estar se aproximando de seu objetivo inicial.

Programado com comportamentos típicos de crianças entre 6 e 14 meses de idade, o robô desenvolveu o que os pesquisadores chamaram de "princípios linguísticos rudimentares", ao interagir com um participante humano.

Robô que aprende a falar

Os participantes humanos que interagiram com o robô não eram pesquisadores envolvidos no projeto, eram voluntários que usaram suas próprias palavras, em vez de termos predefinidos.

Os pesquisadores orientaram os voluntários a conversarem com o robô como se estivessem conversando com uma criança pequena.

O resultado é que, em poucos minutos, o robô deixa de balbuciar sílabas aleatórias, como fora programado, e passa a produzir fonemas inteligíveis, chegando a pronunciar o nome de algumas formas e cores.

O resultado é significativo, dadas as limitações próprias do software: o robô é programado para emitir fonemas. Assim, ele sempre vai pronunciar uma sílaba, já que não há forma de fazê-lo pronunciar consoantes desacompanhadas de vogais.

Isso limita o desenvolvimento de um falar mais aprimorado, mas foi bastante bom para uma criança em seus primeiros balbucios.

Aquisição da linguagem

Caroline Lyon e seus colegas afirmam que, além do desenvolvimento dos próprios robôs, o estudo pode ser útil para o entendimento da aquisição da linguagem em humanos, um assunto até hoje altamente controverso.

"Sabe-se que as crianças são sensíveis à frequência dos sons na fala, e esses experimentos mostram como essa sensibilidade pode ser modelada e contribuir para o aprendizado de palavras pelo robô," afirmou.
quinta-feira, 14 de junho de 2012

Robô Curiosidade vai contaminar amostras de Marte

Robô Curiosidade vai contaminar amostras de Marte

 
 Apesar de anos de testes e muitos cuidados, a contaminação das amostras pelo próprio robô só foi descoberta quando ele já estava a caminho de Marte.[Imagem: NASA]

Contaminação com Teflon

Quaisquer que sejam os resultados de suas análises, o robô marciano Curiosidade encontrará sinais de uma avançada civilização industrial: a nossa própria.

A NASA anunciou que as amostras analisadas nos laboratórios a bordo do Curiosidade estarão contaminadas com partículas de Teflon do próprio equipamento de perfuração e trituração.

O nome oficial do robô Curiosidade é MSL - (Mars Science Laboratory: Laboratório Científico de Marte), devido aos oito diferentes equipamentos de análises que estão a bordo. A ideia é fazer todas as análises na hora, e enviar apenas os resultados para a Terra.

Apesar de anos de testes, a NASA só agora descobriu que a ferramenta de perfuração do robô, ao impulsionar a broca sobre a rocha a ser estudada, pode liberar minúsculas partículas do material Teflon, o mesmo usado nas panelas antiaderentes.

No robô marciano, o Teflon é usado nos selos de vedação da ferramenta de perfuração.

Carbono terrestre

As "moléculas terráqueas" certamente se misturarão com as amostras marcianas, que serão vaporizadas para serem analisadas por vários instrumentos de espectrometria de massa.

Ocorre que o Teflon tem sua composição quase inteiramente de carbono - cerca de dois terços do material é carbono - que é o elemento no qual os cientistas estão de olho em buscas de sinais de vida em Marte.

Falando em uma teleconferência, Paul Mahaffy, da NASA, contou que a possibilidade de contaminação foi descoberta quando a equipe fazia testes com a réplica do robô, que está nos laboratórios da agência espacial, para que os técnicos possam ter como pesquisar eventuais falhas nos equipamentos e encontrar soluções para elas.

Segundo ele, a contaminação do Teflon atinge algumas partes por milhão - o que é mais ou menos o nível de matéria orgânica que aparece nas rochas da Terra.

Mahaffy afirmou que a equipe tentará encontrar maneiras de isolar o carbono contaminante de algum carbono autenticamente marciano, mas eles só conseguirão avaliar totalmente o problema quando o Curiosidade pousar em Marte, o que está previsto para ocorrer no dia 6 de Agosto próximo.